Antônio Bacchi – Retrato de uma vida
By Redação - sex abr 02, 8:00 am
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ANTONIO BACCHI nasceu no dia 3 de outubro de 1929 no município de Santa Adélia – SP, na fazenda “Córrego do Feijão”, de propriedade de sua família. Vitório Bacchi, seu pai, era um agricultor paulista, filho de imigrantes italianos, casado com Inês Tofolli Bacchi, italiana nascida na cidade de Mântova, que veio para o Brasil com apenas três anos de idade, acompanhando seus pais, que para cá emigraram em 1893.
Décimo filho de uma família de quatorze irmãos, aos quatro anos de idade mudou-se com os pais para Itajobi – SP, onde estudou as primeiras letras no Grupo Escolar daquela cidade, lá concluindo o antigo curso primário.
De privilegiada memória conta que no dia 28 de fevereiro de 1945 mudou-se com a família para a cidade de Votuporanga, também no estado de São Paulo. Lembra que a viagem foi feita pela Estrada de Ferro Araraquarense (EFA), cujos trilhos ainda eram de bitola estreita. O comboio saía de Catanduva às 9,00 horas, chegava em São José do Rio Preto ao meio dia e, às 3 horas da tarde, partia para Votuporanga, onde chegava às 8 horas da noite.
A título de registro histórico informo ao leitor que, no início da década de 1950, a cidade de Jales, com quase 30 mil habitantes, 20 mil só na zona rural, era o mais longínquo município da Alta Araraquarense. O então governador do Estado de São Paulo, prof. Lucas Nogueira Garcez, viajando por um comboio especial da EFA, lá esteve no dia 21 de agosto de 1951 para inaugurar o prolongamento dos trilhos da ferrovia até aquela cidade, cujo prefeito era o Dr. Euphly Jalles. De sorte que, em 1945, quando ANTONIO BACCHI chegara à Votuporanga a EFA ainda não alcançava Jales. Faço o registro desse fato para considerar a pujança econômica daquele município de Jales, já àquela época, que acabou “puxando” o prolongamento da Estrada de Ferro Araraquarense, que atingiu Fernandópolis no final de 1949 e a pequena Estrela D`Oeste, em maio de 1951.
Em Votuporanga seu pai comprou um hotel e o retratado começou a trabalhar no Banco BRADESCO, que era a única agência bancária então existente naquela região da Araraquarense. Começava, assim, para ANTONIO, uma vida de trabalho e de muita luta. Por volta de 1947 passou a trabalhar na recém inaugurada agência do COMIND (Banco do Comércio e Indústria de São Paulo) daquela cidade e, algum tempo depois, num escritório de contabilidade, onde permaneceu até 1951.
No dia 18 de julho daquele mesmo ano, casou-se com Guiomar Mascarenhas Bacchi, de tradicional família da vizinha cidade de Aparecida do Taboado, e a quem conheceu como hóspede do hotel de seu pai, na cidade de Votuporanga. Após o casamento mudou-se para Rio Preto, onde trabalhou nos escritórios da antiga Casa Suriani; foi algum tempo caixeiro viajante das lojas Ultralar/Ultragás e, no ano de 1954 transferiu-se para a cidade de Campo Grande, ainda pertencente ao Estado de Mato Grosso.
Em Campo Grande trabalhou na Casa Nasser, localizada na Rua 14 de julho, lá permanecendo até o final de 1957, quando, depois de uma breve passagem por Aparecida do Taboado, resolveu retornar à Rio Preto. Lá, durante doze anos, foi caixeiro viajante da Livraria São Paulo, para, ao depois, no início de 1970, passar a trabalhar, também como viajante de vendas, para a empresa Comercial Crezam, que atuava no ramo de produtos e equipamentos para escritório.
Nessa época ANTONIO já conhecia Paranaíba e dava testemunho do vigor econômico de seu município, o que incentivou a empresa para a qual trabalhava a instalar aqui uma filial, confiando-lhe a sua gerência. Assim, no início de 1974 era inaugurada em Paranaíba a empresa CREZAM-EQUIPAMENTOS PARA ESCRITÓRIO LTDA. e o retratado, no dia 12 de março daquele mesmo ano para cá mudou-se, com toda a família. A firma CREZAM, que durante sua proveitosa permanência nesta cidade esteve instalada em um salão localizado na Praça da República, e da qual o retratado absorveu o nome como apelido, encerrou suas atividades quatro anos depois, em 1978.
ANTONIO “CREZAM”, portanto, como é muito conhecido o retratado, voltou então a trabalhar como viajante autônomo de outras empresas daquele mesmo ramo comercial, chegando a montar, alguns anos depois, sua própria loja, na Rua Generoso Ponce, nesta cidade, sob a denominação BETA-EQUIPAMENTOS PARA ESCRITÓRIO, que funcionou até 31 de março de 1999.
Em 1975, quando ainda gerente da firma CREZAM, fundou e instalou a hoje tradicional e conceituada firma DISPAL – DISTRIBUIDORA PARANAIBENSE DE ACUMULADORES LTDA., localizada até hoje no mesmo endereço da Avenida Três Lagoas, que imediatamente entregou à administração de seus filhos varões e depois foi por eles vendida ao atual proprietário, Jungi Ikeda.
O trabalho, que foi uma constante em sua vida, acompanha-o até hoje, tanto é que, perto de completar 72 anos, ainda atua na área de vendas para a Distribuidora Arantes, uma firma local que possui um depósito de doces, nesta cidade.
Durante algum tempo foi também o retratado sócio do Lions Club de Paranaíba, onde, seguindo os ideais daquela entidade, sempre procurou servir ao próximo e trabalhar em prol da comunidade.
De seu casamento provieram os filhos José Carlos Bacchi, casado com Ana Lúcia Nascimento; Wellington Luiz Bacchi, casado com Irene Bittencourt Bacchi; Marinês Aparecida Bacchi Corrêa da Costa, casada com Carlos Maurício Corrêa da Costa e Márcia Aparecida Bacchi Corrêa da Costa, casada com José Roberto Corrêa da Costa., que lhe deram onze netos e dois bisnetos.
ANTONIO BACCHI, é uma pessoa bem humorada, que curte estar ao lado da família e dos amigos. Sempre disposto a servir a todos tornou-se, como tantos outros que para cá vieram, um verdadeiro paranaibense.
Nota do autor: O retratado reside atualmente nesta cidade, na casa de seu genro, o doutor Carlos Maurício Corrêa da Costa, cercado pelo carinho de sua esposa D. Guiomar, de sua filha Marines e de seus netos (02/04/2010).
Nota: Texto gentilmente cedido pelo autor e originalmente publicado no Paranaíba Jornal, edição especial de 04.07.2001.
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Nome: RUBENS BASILIOCidade: SANTANA DE PARNAIBA – São PauloComentario:Sou filho da Dna Albina Restituti, que é filha da vó Julieta irmã do Vitorio.Contei para ela sobre esta homenagem ao Antonio Bacchi(primo) , ela ficou muito emocionada.Se alguem da familia quiser entrar em contato segue o meu email.Ela mora em Peruibe e gostaria de conversar com alguem da familia Bacchi.
Abraços
Glad to visit this blog, keep it going.